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“ALLgarve CamaLION"


Por Phermad, 2007.


Não estou contra a denominação da nova marca “Allgarve”. Moro no Algarve há 25 anos e sempre estive habituado a estrangeirismos. Por todo o Algarve assistimos a este fenómeno. O importante é que a marca “Allgarve, lançada recentemente pelo Sr. Manuel Pinho, tenha sucesso para bem do Algarve e todos algarvios (“Allgarvios”).

Na Serra Algarvia já há quem pense que se diz “Allfarroba” e não “Alfarroba”. Por isso, convém esclarecer que não se trata da substituição da designação “Algarve” por “Allgarve”, mas sim da promoção de eventos culturais na Região do Algarve sob a marca/desígnio “Allgarve”. Para nós, algarvios, não devemos confundir as coisas e esperamos que os turistas não pensem que estão a visitar o “Allgarve”, mas sim o Algarve.

Até penso que devíamos tentar atingir novos mercados, não apenas o inglês: – “Algarbe” (norte português); – “Elgarve” (espanhol e sul americano); – “Algarvini” (italiano);

Se cada uma destas marcas investisse 3 milhões de euros para promover eventos culturais, ao logo de todo o ano, na região, seria óptimo. Quando há “cultura” no Algarve é sempre sazonal. Os apoios estatais na “cultura algarvia” surgem apenas no Verão, para inglês ver. Vejo muito dinheiro investido em grandes eventos (muitos que pouco interessam ou passam ao lado dos algarvios), mas não vejo nada quando se trata em apoiar pequenos grupos/associações culturais da região. São eles que mostram o que é o Algarve e a cultura algarvia.

Devíamos fazer o seguinte inquérito à população algarvia: – Sabe o que foi o Algarve Summer? – Presenciou algum evento sob o desígnio Algarve Summer? – Vai assistir a algum evento programado no Allgarve – Experiências que marcam? As respostas seriam óbvias, pois o público-alvo destes investimentos foi/é, essencialmente, estrangeiro.



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